
Ao fim dos trabalhos, no Século XVIII, os Jesuítas haviam erguido, no local, três prédios marcantes para a história da cidade: o convento, a Igreja de São Gonçalo (depois, de Nossa Senhora da Conceição dois Militares, derrubada em 1929) e o Colégio.
Em 1759, no reinado de Dom José I, a Ordem dos Jesuítas foi expulsa do Brasil, por iniciativa do poderoso ministro português, o Marquês de Pombal. Confiscados, os bens dos religiosos passaram ao domínio da Coroa.
Ainda naquele século, o prédio onde funcionou o convento da Ordem foi transformado em Palácio do Governo, o que valeu até 2024. O do antigo colégio foi ocupado por repartições coloniais e até pela Assembleia Provincial.
Em 1837, criado um ano antes, o Lyceu Paraibano se transferiu para o local. 100 anos depois, o Lyceu ganhou prédio novo e próprio na recém-construída Avenida Getúlio Vargas, para onde se mudou.
Na década de 1950, valendo até 2018, o prédio passou a ser endereço da Faculdade de Direito, atravessando períodos de unidade autônoma, e, com o tempo, de parte da Universidade Federal da Paraíba.
Ano passado (2025), o ex-Palácio da Redenção foi revitalizado e requalificado, virando um providencial Museu de História da Paraíba. Assim, o prédio do antigo Colégio dos Jesuítas ficou muito exposto, clamando por intervenções físicas.
Ele ainda pertence à Universidade Federal da Paraíba, mas, nesses dias, um anúncio compartilhado entre a reitora Terezinha Domiciano e o governador João Azevedo garantiu sua revitalização e possível requalificação, pelo estado.
Com a proclamação, ganha força a possibilidade de um bom destino para o prédio, mantida, claro, sua arquitetura histórica, como é praxe nos procedimentos de intervenção em obras tombadas, como é o caso.
*Sérgio Botelho é jornalista e escritor.
