PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Revolução Praieira na Paraíba

Sérgio Botelho – Depois do fracasso da investida sobre o Recife, em fevereiro de 1849, a tropa rebelde, sob o comando de Manoel Pereira de Morais e de Borges da Fonseca seguiu para o norte daquele estado, buscando continuidade para a luta.

A chegada em Areia-PB dos revolucionários liberais em fuga, após passagem por outras cidades paraibanas, acabou inscrevendo a cidade do Brejo entre os capítulos da Revolução Praieira, deflagrada em Pernambuco.

Segundo o site A Briosa, da Polícia Militar da Paraíba, no dia 20 de fevereiro de 1849, as forças legalistas invadiram Areia quando, após uma luta de 10 horas, derrotaram os rebeldes, que empreenderam nova fuga, agora de volta às terras pernambucanas.

Foi lá, enfim, que aconteceram prisões, processos e condenações. Borges da Fonseca terminou a Praieira condenado e enviado a Fernando de Noronha, de onde foi libertado em 28 de agosto de 1851, por força de uma anistia geral.

Anistiado, o paraibano voltou ao jornalismo, na cidade da Parahyba, na defesa de ideias liberais, e de enfrentamento ao poder monárquico. Além do jornalismo, atuou como rábula, isto é, advogado prático, sem formação acadêmica regular em Direito.

Antônio Borges da Fonseca faleceu em 9 de abril de 1872, como figura lendária do liberalismo político e do jornalismo do Século XIX. Então, morava em Nazaré da Mata-PE, com a filha, Ana, casada com João Batista do Amaral e Mello, correligionário liberal de Borges.

Além de Borges, tiveram destaque na Praieira, Pedro Ivo, o principal chefe militar; Nunes Machado, desembargador, morto em combate; Abreu e Lima, militar e intelectual de prestígio; Manuel Pereira de Morais, senhor de engenho; João Roma. brigadeiro, morto em combate; e Bernardo Câmara, fazendeiro.

(Foto: Engenho do Século XIX, em Areia)

* Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista, escreve diariamente textos, de apelo histórico, sobre a Paraíba, com veiculação nas redes sociais.

https://www.paraondeir.blog/praieira-paraiba/


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