Sérgio Botêlho – Em 04 de novembro de 1585, três meses após a criação da Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, ocorrida em 5 de agosto de 1585, os portugueses iniciaram a construção física da terceira cidade brasileira.
Até então somente existiam, na condição de cidade, São Salvador da Bahia de Todos os Santos e São Sebastião do Rio de Janeiro. Havia outros núcleos, mas ainda com status de aldeia, povoado ou vila.
O forte foi destruído, reconstruído, mudou de nome e de estrutura física e terminou batizado de Santa Catarina, em homenagem à mártir cristã Santa Catarina de Alexandria. Ao mesmo tempo, Cabedelo também mudou de nome, com os holandeses (Margarida), enquanto ia se desenvolvendo.
No ano de 1938 a Fortaleza de Santa Catarina foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde então, se transformou numa das principais atrações para quem vai a Cabedelo, mantendo programação baseada nas tradições locais, com destaque para as apresentações da Nau Catarineta, manifestação cultural várias vezes centenária, ligada aos marinheiros.
Desde sempre vocacionada à atividade portuária, Cabedelo passou a sediar o principal porto da Paraíba a partir de 1935, com história à parte, compondo suas atrações turísticas atuais.
Além, é claro, das diversas praias do município (Intermares, Ponta de Campina, Poço, Camboinha (onde se inclui Areia Vermelha), Areia Dourada, Ponta do Matos, Miramar, Forte e Jacaré (com o famoso pôr do sol ao som do Bolero de Ravel). Nesses conformes, Cabedelo compõe a história da Paraíba e de sua capital na condição de capítulo fundamental.
(Na foto, o estuário do Rio Paraíba e ao fundo o Porto de Cabedelo)
