
A rua São Mamede (que também é nome de município da Região Metropolitana de Patos, a homenagear santo reverenciado pelas igrejas Católica e Ortodoxa) parece ter sido traçada ao sabor das construções de casas em quintais da rua Nova (a General Osório), num terreno mais amplo, originalmente propriedade dos beneditinos do mosteiro e da Igreja do Calvário. Ainda hoje, são exemplos algumas de suas casas nessa conformidade, no lado leste da via, ou dividindo muro com o conjunto beneditino ou com os de outras edificações da General Osório. Na extremidade sul, esquina oeste com a Ladeira Feliciano Coelho, a São Mamede é marcada pelo muro traseiro da Casa do Estudante, uma construção que tem frente para a rua da Areia.
Quem foi o santo? Nascido em território da atual Turquia, Mamede ficou órfão ainda criança, tendo sido condenado à morte e martirizado pelos romanos em 275 d.C., aos 16 anos de idade. Seu legado perdura, e ele é especialmente venerado em algumas regiões da Europa e no Oriente Médio, onde igrejas e capelas lhe são dedicadas. A sua memória é celebrada em 17 de agosto, pelo catolicismo, e 2 de setembro, pelos ortodoxos. A rua São Mamede, inscrita no perímetro urbano pessoense de tombamento rigoroso, continua local de moradias.
(As fotos, minhas, são atualíssimas. A primeira, a partir da Praça Dom Ulrico; a outra, da Ladeira Feliciano Coelho)
