Sérgio Botêlho – Há indicadores a apontarem que a pandemia se esvai cedendo à ação da ciência, que começou a agir desde os primeiros registros de infectados, ainda em dezembro de 2019, com a explosão de casos em 2020, e recidiva, em 2021.
Se o combate não tem sido igualitário em seus resultados do ponto de vista internacional, isso se deve fundamentalmente às imensas desigualdades sociais e econômicas que prevalecem no mundo contemporâneo.
É preciso fichar, entretanto, que o satânico trabalho desenvolvido pelos negacionistas vem se constituindo em oferenda de elevado agrado ao diabo do vírus em seu mister de ceifar vidas humanas, contadas quase à altura dos 7 milhões de óbitos, nas diversas regiões da Terra.
Com efeito, o trabalho de desmoralização da vacina, por exemplo, tem provocado ondas de protesto contra a vacinação, até em países desenvolvidos, prejudicando para valer o trabalho das equipes de saúde na peleja contra o avanço do vírus.
Conforme nos explica a ciência, as vacinas contêm partes enfraquecidas ou inativadas de um determinado organismo (antígeno) que desencadeia uma resposta imunitária do corpo. As vacinas mais recentes contêm a matriz para produzir antígenos e não o próprio antígeno.
Independentemente de uma vacina ser constituída pelo próprio antígeno ou pela matriz para que o corpo possa produzir o antígeno, esta versão enfraquecida não causará a doença na pessoa que recebe a vacina.
No entanto, desafia o seu sistema imunitário a responder como o teria feito na sua primeira reação ao verdadeiro agente patogênico. E, assim, desenvolve o sistema de resistência ao vírus. É o que acontece com a vacina contra a Covid-19.
No Brasil, graças a Deus e, do ponto de vista histórico, ao nosso sistema de Saúde, o povo desenvolveu um costume especialmente benfazejo de tomar vacina, o que nos livrou, no decorrer do tempo, de importantes endemias, salvando centenas de milhares de vidas.
Desde o nascimento que nós nos habituamos às vacinas disponíveis: BCG, HPV (vírus do papiloma humano), Pneumocócica, contra pneumonia, Meningocócica C, contra meningite, Febre Amarela, VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral poliomielite).
E, ainda, Hepatite B, Penta (vacina adsorvida difteria, tétano, Hepatite B-recombinante, Haemophilus influenzae b – conjugada e pertussis), Rotavírus, Influenza na sazonalidade, Hepatite A, Tetra viral (varicela-catapora, sarampo, caxumba e rubéola).
E mais, Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), Dupla adulto (difteria e tétano) e dTpa (difteria, tétano e coqueluche). Portanto, não está sendo difícil adotar as que combatem à Covid-19, condenando à ineficácia prática as ações negacionistas .
Desse jeito, a nova variante da Covid-19, a Ômicron, vem sendo combatida arrojadamente pelas equipes de saúde, nos estados e nos municípios, com adesão satisfatória da população, apesar da ação de alguns prefeitos que, em suas cidades, têm adotado a mesma falação negacionista emanada do Palácio do Planalto.
Chegamos ao estágio atual com muita esperança de que, finalmente, o ano de 2022 seja aquele em que a epidemia da Covid-19 vai ser vencida. E, no concerto mundial, certamente o Brasil é um exemplo, nesse aspecto, de consciência coletiva a provocar grande admiração.
O que não significa que devamos dormir em berço esplêndido. Vale lutar denodadamente, ao lado dos profissionais de saúde, pela vacinação em massa, no país, derrotando o vírus e seus abrasados e mentirosos parceiros negacionistas.
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