Ocidente fecha o cerco aos negacionistas; Djokovic recuou e se vacinará

A boa notícia dos últimos dias é que o tenista Novak Djokovic recuou e se vacinará contra a Covid-19, deixando a vaga de anti-herói a outro

Alçado à condição de herói do negacionismo, o tenista sérvio Novak Djokovic, segundo seu biógrafo, deve anunciar oficialmente, nos próximos dias, que resolveu tomar a vacina contra a Covid-19, uma decisão importante na luta para consolidar a vacinação no Ocidente.

Djokovic, que teve sua participação cancelada no Aberto da Austrália, um dos quatro Grand Slam do Tênis Mundial, por não aceitar a vacina, terminou alçado à condição de anti-herói da vacinação, mas saiu do episódio com sua imagem bastante arranhada perante o mundo do esporte.

Ainda teve de engolir a vitória do espanhol Rafael Nadar que, ao vencer o Aberto da Austrália no último domingo (30), após uma final épica com o russo Daniil Medvedev, conquistou seu 21º título de Grand Slam, um a mais que o suíço Roger Federer e o próprio Djokovic.

Foi demais para o sérvio, que até conquistou o apoio do insensível governo de seu país na decisão de não se vacinar. Como ele está vendo o cerco se fechar aos negacionistas no mundo civilizado ocidental, resolveu tomar a vacina.

Com efeito, a maré civilizada não está para peixe que nega a ciência e o cerco se fecha aos que pregam contra a vacinação. Na França, o presidente Emmanoel Macron está prometendo tornar a vida dos não vacinados em um verdadeiro inferno, segundo suas palavras.

Por acachapantes 213 votos a 93, a Assembleia Nacional da França aprovou a proposta do presidente de remover uma brecha na legislação que permitia pessoas não vacinadas a contornar as restrições sanitárias no país.

Dessa forma, apresentando testes negativos de covid-19 era possível frequentar cafés, andar de trem e ir ao cinema. Agora, ou os franceses se vacinam ou não terão direito a entrada em nenhum desses lugares. Terão de se divertir em casa.

No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau apoia claramente a decisão da Província de Quebec proibindo a venda de álcool ou maconha (que tem liberdade de venda, por lá) a quem não esteja vacinado. Xeque-mate!

“As pessoas estão tendo tratamentos de câncer e cirurgias eletivas adiados porque os leitos hospitalares estão lotados daqueles que escolheram não se vacinar; elas estão frustradas”, alertou Trudeau.

Enquanto isso, na Áustria, os que decidirem não tomar vacina vão se enrolar em multas da altura de milhares de dólares, que estão sendo aplicadas trimestralmente pelo governo austríaco, em favor da vacinação.

Na Itália, o governo ampliou as restrições mirando os não vacinados e passou a exigir prova de vacinação ou recuperação de uma infecção recente para permitir o acesso a transportes públicos, cafés, hotéis, academias e outras atividades cotidianas.

Na Bélgica, estarão completamente livres da obrigatoriedade de auto isolamento as pessoas que tiveram contato com infectados — mas os não vacinados ainda têm de se isolar por dez dias. Essa é a regra a valer.

No Brasil, a reação vem de diversos estados, que já exigem o certificado de vacinação para a frequência em bares, restaurantes e ambientes fechados, em geral, em detrimento do que pensa o governo federal.

E assim age a consciência internacional a favor da ciência e da vacina na luta contra o coronavírus, enquanto os negacionistas chafurdam em pregações contrárias à peleja contra a Covid-19, que somente pode ser combatida justamente pela vacinação.

Uma posição elevadamente majoritária em meio aos povos da Terra de Santa Cruz. Graças a Deus e ao SUS!

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