Em entrevista ao jornal A União, presidente do Instituto Histórico detalha projetos educativos, modernização do acervo e recuperação da sede
Sérgio Botelho – Uma vez que se trata da instituição cultural mais antiga da Paraíba, fundada em 7 de setembro de 1905, o que diz respeito ao Instituto Histórico e Geográfico Paraibano interessa a todos nós.
Como, por exemplo, a última entrevista do seu presidente, o advogado, professor e historiador Jean Patrício da Silva, concedida ao jornal A União, edição de sexta-feira, 03 de abril, o único veículo de comunicação diário impresso da Paraíba.
Na matéria, ele traça um panorama sobre as atividades da instituição, perspectivas futuras, convênios e projetos, destacando a interiorização de suas atividades.
“Pela primeira vez na história, nós estamos interiorizando as ações do IHGP”, festejou. Ele fala do compartilhamento de um acervo composto por milhares de documentos, inclusive material do período imperial e republicano.
Entre as ações descentralizadoras que vem pondo em prática, o dirigente do IHGP cita a atuação em várias escolas municipais, num trabalho em que se destaca a participação de professores e alunos.
Nesse sentido, ele vê como muito importante as parcerias estabelecidas com o governo do estado, por meio das Secretarias de Cultura, de Educação e Ciência e Tecnologia, via Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba-Fapesq.
Outro ponto destacado por Jean Patrício envolve a digitalização em curso do riquíssimo acervo do IHGP, na intenção de criar uma plataforma de pesquisa, favorecendo não apenas a interiorização como a universalização dessa plataforma.
Em resumo, quando fala em interiorização, Jean Patrício está dizendo que o IHGP deixaria de concentrar suas atividades apenas na capital e passa a atuar, por meio de parcerias e ações educativas, em cidades do interior paraibano.
E tem mais. Em maio, segundo o dirigente, o IHGP vai lançar uma grande exposição com a Energisa Cultural sobre a cidade de João Pessoa, entre as décadas de 1920 e 1950.
A exposição funciona como uma espécie de contrapartida oportuna, já que a empresa de energia elétrica de João Pessoa participa do esforço pela reforma do prédio.
Sobre o processo de recuperação do prédio do instituto, que é de 1955, o procedimento envolve o telhado, a modernização da estrutura, com acessibilidade, e a reforma do sistema hidráulico e elétrico.
Mais do que preservar papéis antigos e sua própria estrutura física, o IHGP parece empenhado em renovar seu lugar na vida cultural da Paraíba. Ao abrir o acervo, aproximar-se das escolas, investir na digitalização e levar suas ações para além de João Pessoa, a instituição sinaliza que memória não deve ficar trancada em estantes.
Afinal, o IHGP deve mesmo circular, ensinar, provocar interesse e ajudar a sociedade a compreender melhor a sua própria formação. Se esse movimento se consolidar, o instituto poderá avançar de fase, fortalecendo a tradição que o tornou referência histórica no estado.
Abaixo, a entrevista na íntegra:

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