A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que o mundo enfrenta uma crise civilizatória, marcada pela intensificação de fenômenos climáticos extremos e pelo aumento de mortes associadas às ondas de calor. Segundo ela, em apenas dois anos, o planeta registrou mais de 500 mil óbitos relacionados às altas temperaturas, número superior ao da pandemia de covid-19 no mesmo período.
Diante desse cenário, Marina foi enfática ao dizer que não há espaço para retrocessos ou hesitações. Para a ministra, “só tem um caminho: implementar” as metas climáticas já estabelecidas pelo Brasil e pelos países signatários do Acordo de Paris. Ela reforçou que a negligência em relação às ações necessárias pode comprometer o futuro de forma irreversível.
Marina também destacou a importância de encarar as mudanças climáticas como uma questão transversal, que impacta saúde pública, economia, segurança alimentar e direitos humanos. A ministra defendeu que a transição energética, a redução do desmatamento e o avanço da bioeconomia são medidas que precisam sair do papel com urgência.
Em meio à preparação para a COP30, que será realizada em Belém, Marina sinalizou que o Brasil tem a chance de assumir protagonismo, mas alertou para a responsabilidade que esse papel exige. “Não basta anunciar compromissos. É preciso mostrar resultados concretos”, afirmou.
O discurso ecoa um apelo internacional cada vez mais evidente: a crise climática deixou de ser apenas uma questão ambiental para se tornar um desafio existencial, que coloca em jogo as condições mínimas de vida das próximas gerações.
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