Sérgio Botelho – O dia 6 de setembro tem particular importância para a história administrativa da Paraíba já que marca o nascimento de dois ex-governadores do Estado, cronologicamente, Gratuliano de Brito e José Maranhão.
Oportuno registrar que quando José Maranhão nasceu, em 6 de setembro de 1933, na cidade de Araruna, Gratuliano de Brito, natural de São João do Cariri, estava presidindo o estado, após o desastre de avião que matou Antenor Navarro.
No governo Gratuliano de Brito (26 de abril de 1932 a 26 de dezembro de 1934), foram concluídas as obras do Porto de Cabedelo, cuja inauguração oficial ocorreu menos de um mês depois, em 23 de janeiro de 1935.
Mais tarde, o Porto de Cabedelo serviu de ponto de arrimo a José Maranhão, então cassado pelo golpe de 1964, em suas atividades de sobrevivência econômica, como exportador, na década de 1970.
Ambos eram advogados, Gratuliano pela Faculdade de Direito do Recife, na década de 1920, quando não havia o curso no estado, e José Maranhão já pela Faculdade de Direito da Universidade da Paraíba, curso criado na década de 1950.
Ao deixar o governo em dezembro de 1934, Gratuliano de Brito assumiu o cargo de deputado federal, conquistado na eleição daquele ano. Maranhão cumpriu a mesma missão legislativa a partir de 1983, eleito no pleito de 1982.
Além do impulso definitivo ao Porto de Cabedelo, Gratuliano contribuiu com o envio de forças militares para combater a rebelião paulista, durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
Também foi em seu governo que houve a inauguração do Altar da Pátria, em 1933, na Praça João Pessoa, com a presença do presidente Getúlio Vargas, em homenagem a João Pessoa e à Revolução de 1930.
Na sua vez, José Maranhão desenvolveu grande esforço no campo da infraestrutura, especialmente em obras de distribuição de água pelo estado, por meio de adutoras, barragens e canais.
Foi um defensor impertinente da Transposição de Águas do Rio São Francisco. Em 10 de março de 2017, quando a água do Eixo Leste chegou a Monteiro, ele comemorou com vibrante discurso no Senado Federal.
Ambos, agora, fazem parte da história paraibana.
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