
Tudo começava no antigo Distrito de Barreiros, hoje cidade de Bayeux, na Avenida Liberdade, antiga rota de entrada para quem vinha do interior ou de outros pontos do estado em direção a João Pessoa. Depois, atravessando a ponte sobre o Rio Sanhauá — um ponto histórico por onde a cidade começou a se expandir para além das margens —, chega-se à Rua da República.
Durante muito tempo, a referida via pessoense teve dois nomes: era chamada de Rua da Ponte, logo após a travessia do rio, e mais adiante, Rua da Imperatriz, em homenagem a Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. Só mais tarde, toda essa extensão passou a ser unificada sob o nome de Rua da República, refletindo a mudança dos tempos políticos no Brasil.
A importância estrutural da Rua da República é enorme: ela forma uma espinha dorsal que liga o Varadouro — berço comercial e histórico da cidade — à Avenida Pedro II, outra via fundamental, que originalmente era chamada “Estrada dos Macacos” ou “de Jaguaribe”. A Pedro II, hoje, se projeta em direção à Zona Sul da cidade.
Portanto, percorrer a Rua da República é, de certa forma, viajar por dentro da história da progressão urbana de João Pessoa: um caminho que testemunhou as transformações políticas da monarquia à república, o crescimento urbano e o surgimento de uma cidade que sempre se expandiu seguindo suas vias naturais de ligação e de vida.
Hoje, a rua, que já foi endereço de três cinemas de rua na capital, o Felipéia, o Astória e o Popular, é ocupada por pequenas indústrias, serviços e comércio. A partir da ponte, ela margeia a Praça do Trabalho, a Maciel Pinheiro e a Amaro Coutinho, atravessa a Avenida Beaurepaire Rohan, e termina na Praça João Pessoa, passando entre o ex-Palácio do Governo e a Praça Venâncio Neiva (a do Pavilhão do Chá).
