Temática da Mostra de Cinema de Tiradentes, da qual participam os dois curtas paraibanos, é Cinema Mutirão, que envolve a pandemia da Covid-19 e a falta de incentivos à produção criativa no país
‘Conserva’, dirigido por Diego Benevides, relembra o presente que o personagem velho Pereira ganhou do mar durante o Verão da Lata, em 88, no Nordeste brasileiro.
Já no curta de ficção ‘Pedra Polida’, dirigido por Danny Barbosa, Safira é uma mulher trans da periferia, que, rompendo os paradigmas sociais, atua na área da saúde como técnica de enfermagem e almeja ascender a partir de uma graduação. Na sua rotina de trabalho depara-se com o passado na figura de um ex-namorado que a abandonou e, ironicamente, anos depois, busca ajuda no hospital em que ela trabalha. Passado e presente agem polindo essa pedra.
A Mostra
Nesta 26ª edição, a temática da Mostra de Cinema de Tiradentes é Cinema Mutirão, que responde aos últimos três anos, quando a pandemia da Covid-19 e a falta de incentivos afetaram a produção criativa no país. Muitos grupos de lugares diferentes e de campos artísticos distintos (dança, música, teatro) se uniram para fazer audiovisual com os recursos dos editais emergenciais da Lei Aldir Blanc.
A mostra presta homenagens à dupla de realizadores mineiros Ary Rosa e Glenda Nicácio, que se radicaram em Cachoeira (BA), em 2010, e lá fundaram a produtora Rosza Filmes e, desde então, fazem alguns dos títulos mais celebrados do cinema brasileiro contemporâneo.
A seleção de 134 filmes (entre longas, médias e curtas-metragens), de 19 estados brasileiros (AL, AM, BA, CE,DF, ES, GO, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RR, RS, SC, SP), foi distribuída em 57 sessões de pré-estreias e mostras temáticas.
Edição do Para Onde Ir: Sérgio Botêlho, com informações da Secom-PB
