Quando poesia e natureza se encontram no Eco Bosque

“Écordel & Viola” leva ao Jardim Oceania uma tarde e noite de cordel, viola e expressões populares nordestinas

Sérgio Botelho – Na última quarta-feira, 15, numa conversa com o professor aposentado da UFPB, Severino Dutra, um dos idealizadores da AMJO e também do Eco Bosque, fiquei pensando como faz falta, e ao mesmo tempo como faz bem, quando a cidade abre espaço para encontros em que cultura e natureza caminham juntas. Foi justamente essa impressão que me voltou agora, ao ver a programação do “Écordel & Viola”, que me foi repassada pelo mesmo Dutra, marcado para este sábado, 18 de abril, a partir das 14h30, no Eco Bosque, no Jardim Oceania.

A programação é das mais bonitas. Debaixo das árvores da praça,

o público vai poder acompanhar uma tarde e noite dedicadas ao cordel, à viola,
ao repente e a outras expressões tão nossas. Das 14h30 às 21h, haverá exposição e venda de cordéis, além de painéis em homenagem aos repentistas Inácio da Catingueira e Otacílio Batista. Às 15h, alunos da Escola Chico Xavier farão apresentação de cordéis. Das 16h às 21h, haverá exposição de xilogravura com Josafá de Oros. Das 17h às 19h, estão previstas apresentações musicais. Das 19h às 20h, será a vez da performance de cordelistas, entre eles o poeta Neto
Ferreira. E, das 20h às 21h, a programação se encerra com repentistas, tendo entre os participantes o cantador e poeta Oliveira de Panelas, além dos
emboladores de coco Curió e Barra Mansa.

O local é o Eco Bosque, que, como já disse, tem tudo a ver com Dutra, no encontro da Rua José Simões de Araújo com a Rua Sebastião Interaminense, no Jardim Oceania, em João Pessoa. A entrada é gratuita. Échegar e aproveitar.

Acho das mais oportunas iniciativas como essa. O cordel não é apenas uma herança do Nordeste. É uma forma viva de narrar o mundo, ensinar, divertir, criticar e afirmar a identidade do nosso povo. Quando um evento assim

ocupa um espaço como o Eco Bosque, ele valoriza ao mesmo tempo a cultura
popular, a convivência comunitária e a própria ideia de cidade mais humana. É
uma bela pedida para quem gosta de arte, de memória e de encontros que fazem sentido.

Em tempo: a matéria que divulga o evento é da operosa e competente

jornalista Madrilena Feitosa.


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