16 de março de 1990: Collor confisca poupanças e Brasil entra em pânico

Justificando o ato como de combate ao processo inflacionário, o recém empossado, Collor de Melo, retira de circulação 30% do PIB brasileiro

Justificando o ato como de combate ao processo inflacionário, o recém empossado, Collor de Melo, retira de circulação 30% do PIB brasileiro

No dia 16 de março de 1990, um dia após sua posse, o primeiro presidente eleito do Brasil, após a ditadura militar, no pleito de 1889, anunciava a um Brasil perplexo o confisco da caderneta de poupança. Era o chamado Plano Collor.

Na época, o país vivia um processo inflacionário galopante, herdado do governo Sarney, e o propósito da equipe econômica do novo presidente, comandado pela economista Zélia Cardoso de Melo, era reduzir o dinheiro em circulação.

O que ficou conhecido como o “confisco” era o bloqueio da liquidez. Previa um congelamento por 18 meses de 80% do estoque da base monetária que incluía o próprio dinheiro em circulação e ativos financeiros, como os depósitos na poupança. Para isso, foram bloqueados valores acima de 50 mil cruzados novos.

PIB

O Banco Central estima que o dinheiro, retido por 18 meses, foi o equivalente a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com cerca de US$ 100 bilhões. O incômodo atingiu fortemente os jornalistas presentes à cobertura do anúncio. 

Após os 18 meses, o planejamento previa a devolução dos estoques corrigidos à inflação mais taxa de 6% ao ano convertidos à nova moeda. Da parte que não foi congelada, houve conversão ao par para a nova moeda, ou seja, 1 cruzado novo para 1 cruzeiro.

Repetindo: quem possuísse algum dinheiro na poupança acima de 50 mil cruzados estava com o seu dinheiro retido. Muita gente teve problemas familiares e de sobrevivência seríssimos, havendo até a ocorrência de suicídios.

Fontes:

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