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PARAHYBA E SUAS HITÓRIAS. O Colégio Agrícola Vidal de Negreiros

Sérgio Botelho – Neste sábado, em Bananeiras, encontrei o professor Alírio Trindade Leite, aproveitando-se da ocasião para me fazer anotar que, neste 7 de setembro de 2025, a história do ensino agrícola naquela cidade do Brejo Paraibano ultrapassa a marca dos 100 anos.

Alírio é dessas personalidades icônicas da história da Universidade Federal da Paraíba, trabalhando com afinco no ensino agrícola médio e superior em Bananeiras, desde a década de 1970.

Com efeito, a inauguração efetiva do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros aconteceu em 7 de setembro de 1924, quando os primeiros alunos chegaram a Bananeiras para iniciar uma experiência que unia ensino e acolhimento.

Eram jovens entre dez e quinze anos, muitos vindos de realidades difíceis, que encontraram na instituição não apenas aprendizado técnico, mas também moradia e novas perspectivas de vida.

O projeto até havia começado antes. Em 29 de março de 1920, o então presidente Epitácio Pessoa assinou o decreto de criação do Patronato Agrícola de Bananeiras, em terreno doado pela prefeitura.

Pouco depois, em 28 de janeiro de 1921, foi lançada a pedra fundamental, consolidando a ideia de implantar no Brejo paraibano uma escola-modelo voltada ao ensino agrícola.

Com o passar dos anos, o educandário recebeu diferentes nomes, refletindo mudanças administrativas e concepções pedagógicas: Patronato Agrícola “Vidal de Negreiros”, Aprendizado Agrícola da Paraíba, Instituto Agronômico, Escola Agrotécnica “Vidal de Negreiros”, até chegar ao estágio atual.

Nesse período, o CAVN se consolidou como referência no ensino técnico em agropecuária e agroindústria, sempre articulando ensino, pesquisa e extensão, e mantendo forte compromisso com o desenvolvimento regional.

Um passo decisivo ocorreu em 25 de janeiro de 1968, quando, pelo Decreto 62.173, o colégio foi vinculado ao Ministério da Educação e passou a integrar a Universidade Federal da Paraíba.

Hoje, todo esse trabalho resultou no funcionamento do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias da UFPB, naquela cidade, com cursos nas áreas de Humanas e Sociais, e, seguindo a tradição, os de Licenciatura em Ciências Agrárias, bacharelado em Agroindústria e Bacharelado em Agroecologia.

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