
A Coroa queria um ponto de defesa na entrada do rio, para vigiar navios inimigos e proteger a nova cidade que nascia mais para dentro. Em volta da fortificação foram surgindo casas, equipamentos improvisados, ranchos de pescadores.
Ao longo dos séculos, entre ataques holandeses, reconstruções e mudanças de nome, a Fortaleza de Santa Catarina acabou tomada, rebatizada, recuperada. Enquanto isso, a vila foi criando vida própria, ligada à pesca, às pequenas atividades portuárias, ao vai e vem de embarcações de cabotagem.
Nesse ritmo, apesar da antiguidade, Cabedelo somente conquistou sua emancipação política em definitivo na segunda metade do Século XX. Foi apenas em 12 de dezembro de 1956, que lei estadual a configurou na categoria de município.
Hoje Cabedelo integra a Região Metropolitana e se mistura fisicamente com João Pessoa. O Bessa continua em Intermares, o movimento de quem trabalha na capital e mora na cidade vizinha ou vice-versa é constante.
No contexto paraibano, Cabedelo é porta de entrada de combustíveis e cargas para o estado e para regiões vizinhas, grande recolhedor de impostos, guardião de culturas ancestrais e ponto estratégico de ligação com o mar.
Também é cenário de lazer, de campeonatos esportivos ligados às águas, de passeios de barco, de pôr do sol visto do estuário. Mas, como sempre, parte da mesma história de ocupação, defesa e construção do território paraibano.
