
Sérgio Botelho – Até a primeira década dos anos 1900, segundo registro em A União, a Romaria da Penha começava em Tambiá. ao menos em uma de suas possíveis dinâmicas, chamada então de “bandeira”, seguindo a mesma periodização de hoje, ou seja, no sábado do último final de semana de novembro. Aquele trecho já foi o início da, então, Estrada de Tambaú, o que permite imaginar a possibilidade de o trajeto haver sido efetivamente utilizado para o tradicional ato de fé.
A concentração acontecia na Igreja de São Vicente de Paulo, no início da atual rua Odon Bezerra. prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), desde 2004. Dedicado à caridade, o homenageado viveu na França entre os séculos XVI e XVII, onde fundou diversas instituições para auxiliar os mais necessitados, como hospitais, orfanatos e casas para idosos, dando origem à comunidade religiosa leiga dos Vicentinos, de alcance internacional, com forte presença na história pessoense.
Na justificativa utilizada pelo órgão, o tombamento se deu por reconhecimento do “significativo valor histórico e cultural de sua preservação, para a compreensão da composição arquitetônica dos referidos imóveis”. O plural fica por conta de outro prédio, contíguo ao da Igreja, também dos vicentinos, ligados um ao outro pelo oitão respectivo, que fica na rua Joaquim Nabuco, 159, a conhecida entrada para o Róger, tombado conjuntamente sob a denominação geral de Conjunto Arquitetônico da Igreja de São Vicente de Paulo.
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