17 de março de 1991: plebiscito põe fim ao apartheid na África do Sul

Vigente desde 1948, o apartheid na África do Sul teve fim com plebiscito feito só com votantes brancos, último ato do segregacionismo

Vigente desde 1948, o apartheid na África do Sul teve fim com plebiscito feito só com votantes brancos, último ato do segregacionismo

Em 1948, tendo como primeiro ministro o pastor protestante Daniel François Malan, foi instituído na África do Sul um regime de segregação entre brancos e negros, que iria durar até 1994, com a posse de Nelson Mandela na presidência.

A segregação racial na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições gerais daquele ano de 1948. 

Grupos raciais

A nova legislação dividia os habitantes em grupos raciais (“negros”, “brancos”, “de cor” e “indianos”), segregando as áreas residenciais, muitas vezes através de remoções forçadas. 

A partir de finais da década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se legalmente cidadãos de uma das dez pátrias tribais autônomas chamadas de bantustões. 

Nessa altura, o governo já havia segregado a saúde, a educação e outros serviços públicos, fornecendo aos negros serviços inferiores aos dos brancos.

O apartheid trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul.

Revoltas populares

Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes antiapartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.
Durante o apartheid, Nelson Mandela, líder do do Congresso Nacional Africano (CNA) foi condenado à prisão perpétua por desobediência civil. Com o término do sistema, Mandela foi libertado e em 1994 foi eleito presidente da África do Sul. 

A posse de Mandela foi comemorada no mundo inteiro. Antes, em 1993, ele foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, e, ainda hoje, segue como um dos maiores exemplos de líderes em prol da igualdade entre os seres humanos, e em favor da paz entre os povos.

Fontes: 

Apartheid

Fim do apartheid na África do Sul

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