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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Eleição na academia da memória paraibana

Sérgio Botelho – Hoje é dia de assembleia geral – que acontece pela manhã, com caráter extraordinário – no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Na pauta, a escolha do novo sócio efetivo para a Cadeira 30 da instituição fundada em 7 de setembro de 1905.

O seu último ocupante foi um jovem campinense brilhante e ainda cheio de contribuições intelectuais a dar à historiografia paraibana. Seu nome era Thomaz Bruno de Oliveira, com densa produção nos campos da arqueologia e da pesquisa histórica, em grande parte voltada para o sertão.

Thomaz Bruno, falecido em 27 de dezembro passado, a0s 41 anos, além de historiador, poeta e jornalista, se dividia em muitos para dar conta de participações presenciais ou à distância em sociedades ocupadas com estudos de história, de turismo, de literatura e de cultura em geral.

Tive a satisfação de conhecê-lo em uma viagem programada pelo escritor, poeta e acadêmico, Hildeberto Barbosa Filho, a Campina Grande, oportunidade de convivência intelectual marcante entre pessoenses e campinenses envolvidos com a vida cultural paraibana. Depois disso, em meio a atividades culturais rotineiras, em João Pessoa.

Thomaz Bruno de Oliveira se insere, enquanto ocupante da Cadeira 30, como sucessor de uma linhagem intelectual cujo patrono é o Cônego Francisco Lima e a fundadora, Waldice Mendonça Porto.

A sequência tem sentido. Waldice representa a pesquisadora da documentação, da escravidão e da genealogia. Francisco Lima, o sacerdote-professor, o historiador da Igreja e da cultura letrada paraibana.

Para suceder a Bruno, na Cadeira 30, no pleito deste sábado, sou candidato único, e caso venha a ser confirmado, pretendo me envolver mais assiduamente com o IHGP, uma instituição hoje dirigida pelo historiador e professor Jean Patrício.

Durante sua existência, em favor da historiografia paraibana, o instituto foi a casa de nomes fundamentais da cultura paraibana, o que o transforma numa espécie de academia da memória paraibana.

Honra imensa!

Sérgio Botelho é jornalista, escritor e memorialista.

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