Sérgio Botelho – Hoje é Dia do Patrimônio Histórico. E por que 17 de agosto? Segundo explica o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, neste dia, em 1898, nasceu o advogado, escritor e jornalista Rodrigo Melo Franco de Andrade. E quem foi ele? Leio também no site do mesmo organismo que se trata do cidadão responsável, em 1937, pela criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que hoje é o próprio Iphan.
Não foi de pouca importância para o Brasil a iniciativa do homenageado, à época. Naturalmente, para quem distingue a relevância da preservação da nossa memória coletiva, contida em monumentos, construções ou ruínas, artefatos e tradições que carregam em si a narrativa da nossa trajetória enquanto sociedade.
O patrimônio histórico se constitui em ponte a ligar presente e passado. Ele nos permite acessar, visualizar e sentir os rastros da história, dando contexto ao presente e significado à nossa identidade coletiva. Cada edificação ou cada praça ou cada obra de arte ou cada manifestação cultural preservada nos abre janelas para as vivências, aspirações e realizações das gerações anteriores.
Temos sentido o quanto isso é importante em um trabalho diário, de decisão pessoal, a que estamos dedicados, que implica pesquisar e escrever sobre memória histórica da Paraíba. A cada momento desse esforço nos maravilhamos com impressões diversas que nos foram repassadas por gerações anteriores. E tentamos, então, repassar as informações que vamos colhendo a quem interessar possa.
Cremos que a partir do saber revelado pelo patrimônio histórico preservado e pelo trabalho de memorialistas, historiadores e pesquisadores antecedentes é que vamos formulando explicações para o presente e projetando luzes sobre perspectivas futuras.
Portanto, celebrar o Dia do Patrimônio Histórico não é apenas homenagear o passado, mas também investir no presente e no futuro. A preservação ativa do patrimônio é um compromisso com a educação, com a economia (especialmente a do turismo) e, sobretudo, com a memória coletiva que define quem somos e o que podemos fazer sobre o futuro.
Ao valorizarmos e protegermos nosso patrimônio, garantimos que as histórias, lições e belezas do passado continuem vivas, inspirando e guiando as gerações vindouras.
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