O dia 14 de fevereiro é dedicado a São Valentim, o Santo do Amor, grande símbolo dos humanos na luta contra os inumanos
A humanidade historiografada, com nomes, sobrenomes, espaço e tempo, sempre registrou episódios de uma peleja implacável entre humanos e inumanos. Isso, infelizmente, até os dias de hoje.
No convívio com os humanos – mais crentes no amor, na generosidade, na sinceridade, na partilha, na paz e em outras fortunas essencialmente pertencentes aos seres humanos – sempre viverem as criaturas inumanas.
No caso, são os inumanos aqueles seres cavernosos que zombam do amor, desprezam a generosidade, debocham da sinceridade, vilipendiam contra a partilha e atentam contra a paz. Exatamente por isso, são inumanos, já que desprovidos dos sentimentos humanos mais elementares.
Humanos e inumanos se revelam das mais diversas formas nessa peleja histórica, nessa luta do bem contra o mal que persegue a humanidade. Uma dessas lutas guarda significado até os dias de hoje, após efêmera e perversa vitória do mal.
Me refiro a um ser humano que viveu no Século III da Era Cristão, chamado Valentim (um bispo) que, em vida, sofreu a perseguição de um contemporâneo inumano, porém detentor do poder e da força, chamado de Cláudio II, general e imperador romano, na época.
Descrente na força do soldado casado, indiferente ao amor, Cláudio ordenou que fossem suspensos os casamentos para que a soldadesca permanecesse solteira. O bispo Valentim, mais crente no amor, resolveu desobedecer. E continuou realizando casamentos.
Com isso, foi preso e condenado à morte. Enquanto esteve na cadeia, passou a servir de referência para os jovens que acreditavam no amor e, por isso, recebia cartas, fitas e flores como símbolo da reverência daqueles jovens.
De certa feita, atendeu, ainda na cadeia, a uma jovem cega filha do carcereiro, pela qual se apaixonou, com reciprocidade. Consta que, a partir de então, a jovem teria recuperado a visão, o que garantiu a Valentim a honra de santo da Igreja Católica.
Antes de morrer, escreveu à amada com um final até hoje repetido em cartas de amor, pelo mundo todo: “Do seu Valentim”. Também revivida com um “do seu namorado”. Assim, Valentim virou o Santo do Amor, e o dia de sua morte, o Valentine’s Day, no mundo cristão.
O dia 14 de fevereiro, dia em que São Valentim foi executado virou, portanto, um dia de festejar o amor, esse que é um dos mais belos sentimentos da humanidade, fundamentado em uma bela embora trágica e perversa história.
Salve o Valentine’Day! Salve São Valentim, o Santo do Amor! Salve o Dia Internacional dos Namorados!
Discover more from Parahyba e Suas Histórias
Subscribe to get the latest posts sent to your email.

