
Esses nomes se inspiravam na própria morfologia ou, ainda, na existência de prédios notórios e logradouros, no percurso. Entre o conjunto franciscano e o jesuítico, havia a Rua Direita, a Rua da Baixa e Rua do Colégio.
A Rua Direita propriamente dita era a parte que ia do conjunto franciscano até a Igreja da Misericórdia. Representava um trajeto maior e mais importante, do ponto de vista da cidade, com mais residências e serviços públicos, como o do Largo da Câmara, depois do Erário.
Por sua vez, a Rua da Baixa tinha relação com um declive existente, o que ainda hoje pode ser claramente observado na parte da Duque de Caxias que fica entre a Igreja da Misericórdia e o Ponto de Cem Reis. Mais antigamente também havia um riacho na área.
A partir do Século XVIII, com a construção da Igreja do Rosário dos Pretos, justamente à altura do já citado Ponto de Cem Reis, a Rua da Baixa passou a ter dois referenciais religiosos, portanto: Misericórdia e Rosário.
Enfim, a Rua São Gonçalo, mas também Rua do Colégio, correspondia ao trecho que ficava entre a Igreja do Rosário e o antigo Colégio dos Jesuítas, que tinha como vizinhos colados o convento da ordem e a Igreja de São Gonçalo.
O convento da ordem dos Jesuítas, desde o Século XVIII, virou Palácio do Governo, hoje, Museu da História da Paraíba. O prédio do colégio abrigou, na sequência, o Lyceu Paraibano e a Faculdade de Direito, entre os Séculos XIX e XX, estando atualmente sem função.
As Igrejas do Rosário (na foto) e de São Gonçalo foram derrubadas na década de 1920.
(Foto, melhorada por IA, mostra a parte final do que foi a Rua da Baixa, vendo-se, ainda, o início da Rua do Colégio)
*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.
