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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Sobre os nossos monumentos cívicos e históricos

Monumento a Álvaro Machado, não na praça que leva o nome do homenageado, mas na que celebra Dom Adauto.

Sérgio Botelho – Eles estão em praças ou em frente a escolas, igrejas, prédios públicos e avenidas. Alguns quase invisíveis aos olhos de quem passa com pressa. Falo dos monumentos cívicos e históricos, silenciosos contadores de partes da história de João Pessoa.

Na cidade, muitos desses marcos já perderam sua posição original ou já começaram fora de contexto. Há bustos que foram deslocados, estátuas danificadas, outros que sumiram sem deixar rastro. A capital do estado, que tanto tem a ensinar por meio desses monumentos, parece ter deixado de lado o zelo que essas peças merecem.

Preservar monumentos não é apenas um gesto estético ou turístico. É um compromisso com a memória coletiva e com a identidade local. Quando um busto é retirado de seu lugar original e colocado sem contexto ou sem o devido cuidado em outro espaço, a cidade perde uma parte da sua narrativa.

Esses marcos educam a população, principalmente os mais jovens. Ajudam a entender quem foram antigos líderes, figuras ou momentos relevantes de nossa história. Eles criam laços de pertencimento, fortalecem o orgulho local e ajudam a própria caminhada do povo.

Além disso, são atrações turísticas naturais. Cidades que cuidam bem dos seus monumentos recebem mais visitas, são mais fotografadas, mais lembradas. No processo de criação de uma João Pessoa mais contemporânea, é preciso revelar, com cuidado, a história que temos, com sua beleza memorial, seus símbolos, seus detalhes escondidos pelo tempo.

É urgente que João Pessoa olhe para isso com mais atenção. Que se fortaleçam políticas públicas de inventário, conservação e reposição dos monumentos que foram perdidos ou danificados. Que se reinstalem peças em locais de maior visibilidade e contexto histórico. Que se envolva a população nesse cuidado. Porque uma cidade sem memória visível perde parte da sua alma.

Preservar monumentos é preservar a trajetória histórica da cidade. É lembrar quem somos, de onde viemos e o que queremos continuar sendo.

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