
No campo político, Samuel cumpriu outros papéis importantes. Entre julho e dezembro de 1945 assumiu a Interventoria do Estado da Paraíba, nos estertores da ditadura varguista, em substituição ao interventor Rui Carneiro, do qual foi Secretário de Estado. Rui havia se afastado para concorrer ao cargo de governador, de forma direta. Nas eleições de 1951, Duarte foi reeleito deputado federal.
Após renunciar, em 1954, a esse novo mandato, que foi o último de sua carreira parlamentar, Samuel Duarte voltou a ter intensa atividade jornalística, na qual ele militara após a conclusão do curso de Direito, em 1931. Naquele ano, foi nomeado diretor de A União, pelo interventor Antenor Navarro, cargo que exerceu até 1934. Na condição de jornalista, ele marcou presença não apenas na imprensa paraibana, mas também na pernambucana e na carioca.
De grande destaque nacional foi ainda a participação de Samuel Vital Duarte (seu nome civil) no campo da advocacia. Entre 1967 e 1969, ele presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil. No período, em plena ditadura militar, a OAB assumiu a luta em favor do Estado de Direito e dos direitos humanos. Sua gestão ficou marcada por protestos contra prisões arbitrárias de advogados, contra a interdição de escritórios pela repressão e contra a violência policial nas manifestações estudantis de 1968.
Em 1963, havia sido admitido na Academia Paraibana de Letras, sendo fundador da Cadeira 33. Faleceu em 1979, no Rio de Janeiro.
