
Vinculado à Igreja Católica e com gráfica própria, as interrupções ocorreram entre 1903 e 1912, quando saiu de circulação por problemas financeiros, e em 1942, três anos antes de o Estado Novo cair, por determinação de Rui Carneiro, interventor da Paraíba, que mandou fechar o jornal.
A Imprensa surgiu em um período de transformações no Brasil, marcado pela, naquele momento, recente Proclamação da República (1889) e a separação entre Igreja e Estado. Essa mudança incentivou a Igreja Católica a fortalecer sua presença na sociedade, utilizando o jornal como ferramenta de comunicação e influência.
Quem formulou e pôs a ideia em prática foi o primeiro bispo, mas também primeiro arcebispo, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, que geriu o catolicismo na Paraíba entre 1894 e 1935, enquanto bispo e arcebispo. Isso, paralelamente à organização de colégios confessionais, de um seminário, de círculos operários e, aos poucos, da extinção de muitas irmandades de leigos, quando entregou o comando das igrejas ao clero secular.
A política, na verdade, era do Vaticano, frente à laicização em curso nos Estados Nacionais e o avanço do protestantismo e das ideias socialistas – ambos, de forte penetração nas camadas populares -, com a consequente necessidade de unificar o pensamento católico. Tanto assim que, ao mesmo tempo de A Imprensa, outros impressos católicos circularam na Paraíba e em outros estados brasileiros.
Em sua trajetória, o jornal da praça Dom Adauto veiculou notícias regulares, crônicas, poemas e artigos escritos por gente da elite pensante e conectada com a Igreja. O fechamento de A Imprensa, durante a ditadura Vargas, já referido, mostra como era difícil o convívio entre imprensa e Estado, o comum a todas as Unidades da Federação. Ao lado de outros jornais editados na Paraíba, ao longo do tempo, A Imprensa se constitui em excelente fonte de informações históricas.
