
Neste domingo, 25, participamos de um desses atos que emergem de boas ideias do bem. Um grupo de ambientalistas e de órgãos ambientais, sem qualquer vinculação político-partidária, está decidido a plantar árvores nos parques de Brasília.
O motivo é simples: muitos dos parques escolhidos têm áreas total ou parcialmente desprovidas de arborização mais densa. A ação atende a apelo humanista irrepreensível e tocante: os homenageados são as pessoas que morreram ou sobreviveram à infecção do coronavírus ou nasceram durante a pandemia.
A atitude é, acima de tudo, humanista, pois não há separação de interesses quando pensamos em natureza e vida humana. Afinal de contas, o futuro da espécie humana está diretamente vinculado à preservação ambiental.
O plantio, neste domingo, foi no Parque Ecológico do Areal. O mais importante é que aconteceu deliberadamente nos arredores de uma nascente recém-descoberta e totalmente desprovida de vegetação ciliar. Portanto, necessitando de árvores para sobreviver.
Há outras intervenções ambientais, do mesmo tipo, marcadas para os próximos dias, meses e anos. Sim, porque o projeto prevê ao menos dois anos de plantio de mudas, igualzinho ao que aconteceu neste domingo.
São responsáveis pela ação Edmir Moreira, idealizador e coordenador do Movimento Ecos do Cerrado, além de João Bruno e Mayara Coelho. Nos parques, sempre se destaca o apoio da Polícia Ambiental do DF e a parceria do Instituto Brasília Ambiental.
Segundo entrevista concedida recentemente por Edmir, “serão plantas não frutíferas e frutíferas. Será um plantio diversificado, elaborado, deixando de fora plantas exóticas e outras que não têm a ver com o Cerrado do DF. Nossa intenção é, efetivamente, homenagear a vida. Cada vítima da pandemia e cada criança que nasceu neste período terá uma muda plantada em sua homenagem”.
Aliás, quiçá outras iniciativas semelhantes possam se espalhar pelo Brasil afora. Certamente, se aproveitando das mesmas motivações: a de reflorestar o país, a começar das cidades e seus parques, onde houver, e homenagear vítimas, mas também os nascidos durante a terrível pandemia que continua infectando e matando.
(As imagens foram cedidas ao Para Onde Ir pelo Movimento Ecos do Cerrado)

