Comissão externa e CPI da Covid: colaboração contra a pandemia

No Senado, duas comissões podem mudar o destino do combate ao coronavírus, no país, em colaboração contra a pandemia

Enquanto correm céleres as oitivas marcadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, no Senado Federal, também há senadores envolvidos com os trabalhos de uma comissão temporária externa para acompanhar o registro das vacinas para Covid-19 na Anvisa e toda a cadeia produtiva desse insumo, incluindo posterior distribuição pelos órgãos competentes.

O colegiado é presidido pelo senador e médico Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, e tem como relator o senador Wellington Fagundes, do PL do Mato Grosso, que também preside a movimentada e influente Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi). O requerimento de instalação é do senador e médico Humberto Costa, do PT de Pernambuco, ex-ministro da Saúde. 

Governadores

Nesta segunda-feira, por exemplo, serão ouvidos os governadores Wellington Dias (PT), do Piauí, que coordena o Consórcio Nordeste, Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e Reinaldo Azambuja (PSDB), do Mato Grosso do Sul, além do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro presidente do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras.

A comissão externa da Covid tem debatido com governadores as dificuldades que permanecem sendo enfrentadas pelos estados, o estágio da pandemia, o progresso do cronograma de vacinação e a compra de vacinas de maneira descentralizada por estados e municípios, tendo iniciado os trabalhos em 9 de abril, um pouco antes da CPI da Covid; Entre os membros da comissão externa está o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá.

Colaboração contra a pandemia

Dessa maneira, é possível prever que a cooperação entre ambas as comissões vai acabar beneficiando as duas iniciativas, inclusive com a combinação, em determinados momentos, não apenas da troca de informações e documentos, como ainda de audiências e oitivas, favorecendo maior riqueza de dados, para ambos os colegiados, e a celeridade dos trabalhos.

Pesquisa

O agrado ao distinto público nacional já é coisa que se mostra patente em pesquisas de opinião pública, envolvendo o objetivo de uma e de outra, qual seja  o de avaliar o que tem sido feito no Brasil no combate ao coronavírus. Em levantamento recentíssimo, cujos dados foram colhidos entre os dias 4 e 5 deste mês de maio, após a oitiva do ministro Marcelo Queiroga, da Saúde. 59% da população ouvida se disseram favoráveis à CPI.

A expectativa geral entre os entrevistados, é de que o governo federal mude sua política com relação ao enfrentamento da pandemia, uma política vista como insuficiente e negacionista sobre a gravidade da crise sanitária, incluindo, ao longo do processo, o receituário de medicamentos reconhecidamente ineficazes, a partir de pareceres científicos, afora diversas tentativas voltadas para a desmoralização da vacina.

Segundo a prestigiada revista Exame, os dados são da EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.230 pessoas e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clicando aqui o leitor terá acesso ao relatório completo da pesquisa.

A iniciativa

Portanto, é de se louvar a iniciativa dos senadores, mesmo que a determinação definidora tenha partido do Supremo Tribunal Federal. Naturalmente, caso tivesse ocorrido correspondência, na mesma direção, da Câmara dos Deputados, estaríamos bem mais seguros de que haveria maior efetividade dos resultados, numa fortíssima colaboração contra a pandemia.

Contudo, pela disposição que vem sendo demonstrada pelos parlamentares envolvidos nos trabalhos, é possível considerar que haverá dois tempos distintos no modus operandi do Brasil no enfrentamento à Covid: antes de depois das investigações e dos debates a respeito do assunto.

 

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