Campanha começa com aglomerações: bom para a Covid

Sérgio Botêlho – Campanha começa com aglomerações pelo Brasil afora. As notícias são de bandeiraços, corpo a corpo e outros contatos pessoais.

Sérgio Botêlho – Campanha começa com aglomerações pelo Brasil afora. E, para não ser diferente, também na Paraíba. As notícias são de bandeiraços, corpo a corpo e outros programas envolvendo possíveis beijos e abraços.

Pelo mundo afora, ao invés de um refluxo, o que está acontecendo é uma segunda onda do coronavírus a ceifar mais vidas e destruir famílias. Bem diferente do que a humanidade sonhava há alguns poucos meses,.

No Brasil, os casos continuam acontecendo e os números seguem bem altos. Tanto de vítimas fatais quanto de novos contágios. Enquanto se espera a vacina, que, conforme avisa a ciência, não é coisa para amanhã.

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Quando os casos são mais próximos a nós, a gente chega a tomar ciência. Mas, nem sempre é assim, e, portanto, tem muita gente achando que a pandemia passou e que, pronto, é preciso ir às ruas sem lenço e sem documento.

Neste domingo, um amigo nosso estava inconsolável pela perda da sogra. Exatamente por conta do coronavírus. Pior é que as notícias que vinham do hospital eram boas. Até fizeram reforma na casa para esperá-la. Mas, o que chegou foi a notícia da morte. 

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Nonsense

É muito ruim este momento eleitoral onde o nonsense assume a cabeça da turma que persegue o voto a qualquer custo. Possuídos pela busca desenfreada de votos a ordem é arriscar. “Não temos tempo de temer a morte!”

O receio ao perigo, que, normalmente, costuma conduzir as ações humanas, desaparece por completo. Antes da pandemia, o instinto de preservação já foi capaz de expor muita gente boa ao risco da prisão, na busca por dinheiro para as campanhas.

Agora, junta uma coisa à outra, e ninguém está se importando com o que possa acontecer amanhã. Vale tudo para vencer nas urnas, juntando a busca por dinheiro ao enfrentamento aberto ao vírus que já matou mais de 140 mil pessoas no Brasil.

Outro caminho

O mais ridículo, na atual campanha, a ser depositado na conta dos destemidos pescadores de votos, é saber que a maior força eleitoral na atualidade não está propriamente nos tais contatos pessoais. 

Mas, de jeito nenhum. Diferentemente disso, é nas redes sociais que se encontra o segredo do sucesso. Quanto mais o aspirante a cargos eletivos se entrincheirar na Internet, mais chance terá de ser bem votado, em novembro próximo.

Quer dizer: fortalecendo-se nas redes, pelo uso inteligente da comunicação política, e movendo a militância das ruas para os computadores, não apenas o candidato reduz o perigo de promover o coronavírus, como ainda aumenta as chances de vitória.

O que não pode é a campanha eleitoral que foi deflagrada para valer deste domingo, 27, 

tão fundamental para a vida democrática brasileira, vir a se transformar em vetor para o recrudescimento da pandemia, no país.

Perdidos no mato

Muito provavelmente, aqueles que estiverem desde o início da campanha apostando no fortalecimento da campanha virtual terão vantagem sobre os demais. No momento em que for dada a ordem para sair das ruas, e isso vai acontecer, inapelavelmente, os indômitos perseguidores do voto estarão no mato, sem cachorro.

Cruel é saber que, ao se arriscarem tanto, pessoalmente, agora, estão arriscando, também, a vida dos outros. Seja da militância armada de fé ou de salário, seja dos transeuntes, seja deles próprios, à frente da turba.

Enfim, vai ser muito duro constatar, mais na frente, que o processo eleitoral tenha sido capaz de incrementar a pandemia no Brasil. Um país que deveria buscar, a todo custo, superar o trauma causado por um tão elevado número de mortos, por conta da covid, até o momento.

Principalmente quando se sabe que esse número elevado de perdas humanas poderia ter sido evitado pela ação afirmativa de nossas autoridades. E não do negacionismo que sempre as caracterizou no enfrentamento da crise. Certamente, o mesmo negacionismo que joga tantos candidatos às ruas, neste instante.

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