Sérgio Botelho – O dia 2 de abril não é apenas uma data no calendário. É uma celebração da magia que habita páginas coloridas, personagens inesquecíveis e histórias que viajam pelo mundo. O Dia Internacional do Livro Infantil homenageia Hans Christian Andersen, nascido nesse dia em 1805, autor de clássicos como “O Patinho Feio” e “A Pequena Sereia”. Suas obras, como tantas outras, lembram que a literatura infantil não é só entretenimento — é ponte para universos inteiros.
A data, criada em 1967, é um lembrete de que livros infantis são ferramentas de crescimento. Eles ensinam empatia ao apresentar heróis de realidades distantes, estimulam a curiosidade com enredos que desafiam a lógica e acendem a criatividade, permitindo que crianças reinventem o mundo — mesmo antes de entenderem seu peso.
Não se trata apenas de palavras. Ilustrações vibrantes, edições cuidadosas e narrativas que respeitam a inteligência dos pequenos formam alicerces para futuros leitores. Em um mundo acelerado, onde telas competem por atenção, os livros infantis oferecem pausas necessárias: momentos de conexão, seja na leitura compartilhada com os pais, na descoberta solitária de uma aventura ou no riso provocado por um personagem engraçado.
Celebrar essa data é reconhecer que histórias plantam sementes. Algumas florescem imediatamente, em perguntas e sonhos; outras crescem em silêncio, moldando adultos que, um dia, não esquecerão o livro que os fez amar a leitura. Por isso, 2 de abril não é só um dia. É um convite para que nunca deixemos de entregar às crianças as chaves desses mundos infinitos — um livro de cada vez.

