
Para que a urbanização da cidade alcançasse esse ponto, desde o final do século XVII foi se desenhando na paisagem urbana, a partir da área mais próxima do Sanhauá, onde estavam porto e armazéns, a Estrada do Carro, via que corresponde à atual Barão do Triunfo. Junto com a Rua do Fogo ou Ladeira do Rosário (atual Guedes Pereira), consolidou-se no mapa urbano da capital paraibana um aclive menos íngreme, entre o Varadouro e a cidade alta.
O carro aí deve ser entendido como carroças (de médio ou grande porte) e carruagens de tração animal, cujo tráfego ficava mais facilitado pelas condições do terreno de subida mais suave. Dessa maneira, mais propício a transporte de cargas, e mesmo de gente, o que não era o caso das ladeiras São Francisco e da Borborema.
No Século XIX, quando foram erguidas as primeiras três construções mais notáveis, reportadas na abertura deste texto, a Estrada do Carro foi se integrando ao cotidiano social e urbano da capital. No Século XX, após melhorias e alargamento, adquiriu importância definitiva para a vida social e comercial da própria cidade baixa, não somente como via de acesso à cidade alta.
O homenageado, Barão do Triunfo, trata-se de Antônio Vicente da Fontoura, uma figura importante da política imperial no século XIX. Nascido em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 1819. O destaque fica por conta de sua atuação destacada durante e após a Revolução Farroupilha, no seu estado.
*Sérgio Botelho é jornalista e escritor
