Sérgio Botelho – Logo que se entra no prédio sede do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano-IAHGP, em Recife, na primeira sala à direita há uma pintura, em grande formato, do paraibano André Vidal de Negreiros (a da foto que ilustra a matéria).
Herói da Restauração Luso-Brasileira, contra o domínio holandês no Brasil, no final da primeira metade do Século XVII, Vidal foi um dos mais destacados chefes das duas definitivas Batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649. Retratos de outros heróis estão ao seu lado.
A história do paraibano na guerra contra os holandeses, contudo, não se limitou ao cenário final da peleja, configurada em Guararapes. Nascido em 1604, já em 1624 se envolveu com o enfrentamento aos batavos, até por meio de guerrilhas.
Mas não é somente isso o que identifica os dois estados. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, em 1823, e a Revolução Praieira, entre 1848 e 1849, são outros eventos históricos – esses, a partir do Recife – com participação efetiva da Paraíba. E há muito mais história a reunir Paraíba e Pernambuco, desde o Século XVI.
Por isso, o historiador e professor Jean Patrício, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano-IHGP, vem alimentando o propósito de uma relação mais estreita com a instituição congênere pernambucana, em parcerias a serem construídas.
Aliás, esse foi um dos assuntos tratados pelo dirigente paraibano na visita que fez a Recife, na última segunda-feira, 13, com o também historiador e professor, George Cabral, presidente do IAHGP, por ocasião da palestra do professor espanhol José Manuel Santos Perez, sobre a qual já falamos.
Resta torcer para que dê certo. Afinal de contas, quem mais ganha é a historiografia regional, razão maior da existência dos dois institutos, o paraibano e o pernambucano.
*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Os institutos históricos da Paraíba e de Pernambuco
Discover more from Parahyba e Suas Histórias
Subscribe to get the latest posts sent to your email.

