Unanimidade do júri, Chico Buarque é o 13º brasileiro a conquistar o mais importante prêmio da língua portuguesa

Por unanimidade, Chico Buarque

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Escolhido pela unanimidade do júri, o compositor e escritor Chico Buarque de Holanda (na foto, em show com o também cantor e compositor Milton Nascimento) é o 13º brasileiro a conquistar o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Com isso, o Brasil se iguala a Portugal em número de intelectuais agraciados.

Brasileiros vencedores do Prêmio Camões

Antes dele, pela ordem, foram agraciado com o Prêmio Camões João Cabral de Melo Neto, em 1990, Rachel de Queiroz, em 1993, Jorge Amado, em 1994, Antônio Cândido, 1998, Autran Dourado, em 2000, Rubem Fonseca, em 2003, Lygia Fagundes Telles, em 2005, João Ubaldo Ribeiro, em 2008, Ferreira Gullar, em 2010, Dalton Trevisan, em 2012, Alberto da Costa e Silva, em 2014, Raduan Nassar, em 2016, e, agora, Chico Buarque.

História do Prêmio Camões

O Prêmio Camões de Literatura foi instituído em 1988 com o objetivo de consagrar um autor de língua portuguesa que, pelo conjunto de sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural de nossa língua comum.

Geografia da língua portuguesa

O português é a língua oficial de oito países – Portugal, o Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste – e assim de quatro continentes: África, América do Sul, Ásia e Europa.

O Prêmio Camões foi saudado por intelectuais como Antônio Carlos Secchin por conferir reconhecimento a autores de renome que transitam por diferentes gêneros e estilos, além de proporcionar uma maior circularidade das obras dos mesmos entre os países lusófonos.

Qualidade e transversalidade da obra

A ata redigida pelos integrantes do júri expressa os motivos que levaram à escolha do autor: “O Júri decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Camões a Chico Buarque de Hollanda pela qualidade e transversalidade da sua obra, tanto através de gêneros e formas, quanto pela sua contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa. O Júri reconheceu o valor e o alcance de uma obra multifacetada, repartida entre poesia, drama e romance. O seu trabalho atravessou fronteiras e mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”.

Formação do júri do Prêmio Camões em 2019

Nesta edição 2019, o júri foi formado pelos brasileiros Antonio Carlos Hohlfeldt e Antonio Cicero Correia Lima; pelo moçambicano Nataniel Ngomane; pelos portugueses Clara Rowland e Manuel Frias Martins; e pela angolana Ana Paula Tavares.

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