O dia 19 de abril marca, no Brasil, a luta dos povos originários tradicionais pelo reconhecimento de sua cultura e representatividade social e política.
Trata-se de uma ocasião de reflexão, que reforça e mostra a resistência da identidade do povo indígena na história e na cultura.
A data ressalta a ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. A população indígena desenvolveu uma rica cultura formada por diversos costumes, línguas e saberes que ainda se mostram vivos no interior da sociedade brasileira.
Afinal os Índios são todos iguais?
Algumas vezes, nos referimos aos povos indígenas genericamente como índios, porque, quando falamos índios, estamos nos referindo a grupos que se reconhecem como semelhantes em alguns contextos.
Apesar das semelhanças que podemos notar entre vários povos indígenas, quando eles se comparam entre si, reconhecem suas diferenças, pois prestam atenção nas particularidades de cada grupo.
Cada povo indígena possui tradições culturais próprias, isto é, tem uma história particular, além de possuir práticas e conhecimentos únicos.
É por isso que não podemos dizer que existe uma única “cultura indígena”: cada comunidade tem seu modo de ser.
Vivem do que a natureza pode oferecer, em sintonia com o meio ambiente. Nossa arte, nossa cultura, nosso modo de viver, tudo isso foi herdado dos nossos ancestrais.
Os índios e a luta contra a violência
Além de toda a violência, extermínio e expropriação que marcam a história do Brasil desde o período colonial, os povos indígenas enfrentam atualmente um período de retrocesso nos direitos conquistados nas últimas décadas. Vidas e tradições indígenas estão ameaçadas pela desestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai), pelo retrocesso na demarcação de terras, pelo desmonte de políticas públicas na área da saúde e educação e pelo estímulo do governo Bolsonaro para que garimpeiros, madereiras e o agronegócio invadam territórios indígenas sem qualquer preocupação ambiental.
No último ano, mais de 600 indígenas morreram em razão da Covid-19 e da omissão governamental. Para além da tristeza pela perda, a morte de idosos também abala a preservação das tradições indígenas, já que os mais velhos costumam ser conselheiros e guardiães de sabedoria e tradições nas comunidades caracterizadas pela transmissão oral da história.
Para além de reconhecer que os povos indígenas contribuíram e seguem contribuindo na preservação de conhecimentos ancestrais, na proteção das florestas e outros biomas em risco de extinção, a data nos convida a somar forças na luta contra a política de extermínio das populações tradicionais e de destruição da natureza. Abril é mês de resistência em defesa dos direitos, da cultura e da ancestralidade indígenas!
Crédito da foto: http://www.sindsef-sp.org.br/
FONTES:
19 de abril – Dia do Indígena – Uma data para refletir – Campus União da Vitória (ifpr.edu.br)
Sismmac – Notícias – 19 de abril é Dia de Luta e Resistência dos Povos Indígenas
Edição: Sérgio Botêlho

