
Para ser mais preciso, a praça com sua iluminação, balaustrada, coreto e arborização datam de 21 de julho de 1917. Apenas 14 anos depois é que foi construído o famoso pavilhão, que substituiu o original projeto de um rink de patinação. A ideia da mudança era reunir, à moda inglesa, as famílias da chamada sociedade em requintados chás da tarde.
Não vingou, e, assim, seguiu a vida reunindo em torno de si um misto de admiração e desprezo, servindo a muitas iniciativas, de local de exposição econômica, a sorveteria, bar e restaurante, e espaço para artesanato e cultura. Hoje, a imagem é de abandono, em pleno centro histórico da cidade, e o que ficou valendo mesmo é um obstinado quem-me-quer, que qualifica a praça desde priscas eras.
Em sua época de restaurante, foi um sucesso, embora o rendez-vous continuasse a existir sem parar. O chope gelado era sua marca, com o inconveniente dos banheiros, localizados no coreto idealizado pelo arquiteto italiano Paschoal Fiorillo, distando do pavilhão um bom caminho a céu aberto, portanto, sujeito a chuvas e trovoadas e a todo tipo de assédio, dos menos aos mais violentos. Além da sujeira permanente.
Nessa pisada, é que o tão marcante Pavilhão do Chá chega até os dias de hoje, com promessa oficial de ser resguardado por vidros, em mais uma tentativa de sua requalificação, que, certamente, implicará na requalificação de toda a praça, uma obra histórica e tão significativa para a vida pessoense. Que dessa vez dê certo, é o que se espera, com muito amor e fé no que virá!
